terça-feira, 14 de julho de 2009

Meu querido diário... oiq [5]


Fazendo coisas novas, experimentando... um pouco.
Pasme: estou fazendo uma música. E vai ser meio folkzinha.
Pode tirar seu queixo do chão agora, fucker.
Vai ficar boa, eu espero. :)

Tô fazendo a letra ainda, sinto que ainda tá bem longe de ficar pronta, mas isso é o que eu tenho até agora:
"It's a new dawn,
open your eyes to the sky
and blink as the sun comes.
Can you feel
how things are real now?
It's a new dawn, it's a new dawn
and if you aren't ready
soon you'll be dead.
This is life,
we have just one simple law
live now, live now."
- Tatiana Cruz.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

I got a joke, I've been dying to tell you...


How it hurts...
I wanna die,
I forgot my face.
I guess I've lost my ways.

Emptiness corrodes me
from the inside out,
it brings me back to my feet
and makes me
what I never wanted to be.
But I can't make you understand,
there are no words to explain,
sometimes you need to feel.
Mouth is just a part of your body,
with no meaning.
Though your heart is
what you are from the inside out.

Words are useless
when the wind
comes through the window,
so please, respect the silence
and notice that your eyes say
what you don't even know that you feel,
they are your rivers flowing.
Just two eyes speak louder
than thousands mouths...
And they never lie.

Oh, now I hope you understand
why my mouth can't say "I love you.",
but you're the one that guide my eyes
and I'm still seeing you, even being blind.


Aproveitei que estou com tempo e mandei logo post duplo. -rere
Bom, precisava atualizar isso aqui com um poema de fato, depois de tantos meses largado às moscas, acho que voltarei a postar com alguma frequencia.


- Tatiana Cruz.

Meu querido diário... oiq [4]


Tenho tantas coisas pra postar aqui, mas me falta tempo. Como sempre, obviamente. Sinto que amadureci muito na escrita, os assuntos mudaram e minha forma de escrever também, tenho escrito muito mais em inglês do que em português. Não consigo mais escrever em português, paro na terceira linha, antes que o texto vire um desastre.
Continuo com o mesmo "processo criativo" bizonho de sempre: deito na cama e escrevo, simples. Sim, eu escrevo deitada, por isso que meu caderno é aquela coisa linda e ainda é todo rabiscado.

Essas coisas não importam tanto assim, o negócio é que tô escrevendo melhor, pelo menos ao meu ver, e o próximo post será decente. :D
Decidi que devido a minha ubber dificuldade em dar nome ao que escrevo, eu provavelmente pegarei um trecho de texto/música/algo que eu goste pra ser o nome. O próximo será com uma música do Elliott Smith. *-*

Beijos, galere linda, gostosa e cheirosa.


- Tatiana Cruz.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

There is no labyrinth, but he is lost in every way.


Driven by the wildness,
no time to rest
through the night
with poison from cigarettes.

Nothing more, nothing less,
just a feeling of regret
of being... Of seeing
everything going wrong
and just fall along.

Because the smoke still covering my eyes
therefore maybe you will never see the other side of me.

I will hide.


You will seek.

But anyway I am always the loser
fighting against the will.

Every minute,
with each and everyone
I am nailing my coffin.
I still staring at myself
I still walking in circles in my mind.
Barely breathing,
but always feeling
the agony of being alive.
Memories of the past
took my one last breath.


Just for now I'm a kid again
and my last wish is to play hangman.

- Tatiana Cruz.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Amar uma vez e sempre.

" Kátia Vevel, Rio - A rigor, a sua tragédia não existe: ou só existe de uma maneira muito relativa. O mais importante, o fundamental, você tem: ama e é amado. E se quer obter um mínimo de felicidade, parta, sempre, do seguinte princípio: o verdadeiro amor não pode ser integralmente feliz. Você sabe qual é o grande erro da maioria absoluta das mulheres? Ei-lo: - achar que o fato de amar implica, obrigatoriamente, a felicidade. Quem ama, pensa que vai ser felicíssimo; e estranha qualquer espécie de sofrimento. Ora, a vida ensina, justamente, que duas criaturas que se amam, sofrem, fatalmente. Não por culpa de um ou de outro; mas em consequência do próprio sentimento. É exato que os amores têm seus êxtases deslumbrantes, momentos perfeitos, musicais etc. etc. mas eu disse 'momentos' e não 24 horas de cada dia.

Quando uma mulher apaixonada se queixa, eu tenho vontade de fazer-lhe esta pergunta: 'não lhe basta amar? Você quer, ainda por cima, ser feliz?'. Pois o destino quando concede a graça inefável do amor, subtrai uma série de outras coisas. Antes de mais nada, o sossego. Quem ama, não tem sossego, perdeu-o, para sempre. A intensidade de qualquer amor é, por si mesma, trágica. Você, minha doce amiga, escreve: 'tenho ciúme de tudo e de todos'. E isso já implica num sofrimento incessante e atroz. Mas, acontece uma coisa com os sofrimentos do amor: eles se tornam um hábito, se fazem necessários e, no fim de certo tempo, se incorporam à nossa vida, participam dela, de maneira integral. Sofrer pela criatura amada - permita que lhe diga - não é um mal, é quase um bem. Você conhece tristezas mais lindas, mais inspiradoras, do que as tristezas do amor? Não, não há minha querida amiga. Uma pessoa sensata diria: 'são tristezas', ao que eu replicaria: 'Mas de amor!'. E tristezas desta natureza valem qualquer alegria.Vejamos, porém, concretamente, o seu caso. Você, há tempos, teve uma lesão pulmonar. Não sei se a chamada 'peste branca' espanta alguém. A mim, não. Nem doença de espécie alguma. Se há amor, qualquer espécie de enfermidade, ainda as mais atrozes, torna mais doce e mais fortes os vínculos que unem duas criaturas. E mais vale uma lesão pulmonar do que uma lesão de caráter, uma lesão de alma. As únicas doenças que realmente, me assustam são as morais. Durante o seu tratamento, você ficou em uma tal prostração que, digamos, se desinteressou da vida. Foi um mal, cara amiga. Se lhe faltava saúde, sobrava-lhe, no entanto, uma série de outros dons, para merecer a vida e dignificá-la. Mais tarde, quando você ficou boa, encontrou-se acidentalmente, com aquele que seria o seu bem amado. Um olhar, um brevíssimo flirt e este resultado maravilhoso: um amor recíproco e definitivo. Mas sucede que havia uma outra se interpondo entre vocês dois. Uma outra que não fazia o seu bem-amado feliz; que não o compreendia; que não tentava um esforço pela sua felicidade. Ele tinha companhia e era solitário. Ora, não há pior solidão do que estar mal acompanhado. Mais vale o deserto do Saara. Assim, ele encontrou, em você, toda a ânsia, toda a sede de amar. E você o retribuiu, apaixonadamente. Então, começou o que você chama o seu martírio. Você sofria e isso o espantava. Se você tivesse experiência de vida, saberia que o sofrimento, maior ou menor, é inseparável do amor. Impossível amar sem sofrer. E quando não há motivos concretos, a pessoa os inventa.

O amoroso, ou amorosa, é, por excelência, fabricante de fantasmas, fabricante de possibilidades sinistras. Chega-se a sofrer por hipóteses as mais remotas, as mais inverossímeis, as mais absurdas. Imaginemos o marido de uma senhora honestíssima. Ele se põe a pensar: - 'e se ela, um dia, me trair?'. É isto que eu chamo sofrer por hipótese. Você sofreria, Kátia, se a situação fosse outra, e outras as circunstâncias. Contente-se com momentos de felicidade, não queria ser feliz as 24 horas do dia. Não sonhe com uma felicidade que não é compatível com a nossa condição humana.Você me perguntou se deve contar a criatura amada o seu ciúme. Acho que não. E explicarei por quê. Na minha opinião, a grande sabedoria, em amor, consiste em ter o ciúme e escondê-lo, ou , então, dar ao ciúme uma exteriorização muito pouco agressiva, muito pouco truculenta. Ouça, Kátia: não acredite que o seu bem-amado a traia. Mesmo que ele quisesse, não o conseguiria. Ninguém gosta de duas pessoas ao mesmo tempo. Assim como ele é o único homem para você, você é, para ele, a única mulher na face da Terra. "

- Nelson Rodrigues.


Nelson é, sem dúvida, um dos meu maiores ídolos. Acho graça do preconceito criado em relação ao que ele escreve, como se ninguém fizesse sexo, como se ninguém traísse, ou coisas assim, além disso, como se ninguém tivesse paixões platônicas. É muita hipocrisia pra mim. E o que move o Homem (isso mesmo, com 'H' maiúsculo, a espécie humana) se não o amor? Nem sempre por outras pessoas, mas por si mesmo, amor pela vida e pelas coisas que o cercam. Começou apenas por uma pura questão de sobrevivência, e atualmente é tratado mais como questão de morte do que vida. O fato é que hoje, amanhã ou a trilhões de anos atrás, não importa, estamos todos fadados a amar.

- Tatiana Cruz.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

If I could.


I am having a heart attack
writing this down
words fall from my mind
with a thunderous sound
they make holes in the ground
and there I will fall.

Maybe they are my Deathbed
because they make me feel so dead.
Maybe they are just a place to rest
because they are just my size.

I do not really care,

I never did at all
if I stumble or fall.
Because the thoughts still coming
Bringing you back to me
I just stop and stare.

You worth my falling.

You worth dying for.

- Tatiana Cruz.

domingo, 12 de abril de 2009

Um (concedido) Inferno na Terra.


No futuro quase posso me ver
de mãos dadas com você
Isso se não fosse o medo
Isso se não fosse a angústia
Isso se não fosse tão bom sentir o que chamam de dor
Chame do que quiser, eu chamo de amor
Chame de não correspondido, chame do que quiser
Porque a dor continuará
Irei te amar, o quanto minha alma aguentar
o quanto meu coração permitir
Porque a dor persistirá
por anos, vidas,
mas eu não tentarei apagá-la.
Só de pensar nas idas e vindas
e como você aqui ficará
Porque eu permito a dor persistir
Eu aceitei o medo. Eu aceitei a angústia.
Me contento com pouco
A dor me mantém vivo
Assim sempre terei algo para sentir
Mesmo sempre tendo a opção de fugir
Mas eu fico pela dor, talvez esse seja o motivo
De as vezes eu me sentir como teu
que vive na lama, vive de farelos
Não sabe se é feliz, nunca reclama
Mas tudo bem, me contento com pouco
e apenas a dor me convém.


- Tatiana Cruz.